Negligência, desorganização e falhas graves na gestão em escola de Maracanaú
Pais, educadores e membros da comunidade escolar denunciam graves problemas administrativos, pedagógicos e de inclusão em uma escola localizada em Maracanaú, o anexo da EMEIEF Deputado José Martins Rodrigues (antigo colégio Neide e Tinoco) Localizado na avenina 9. As denúncias indicam despreparo da atual gestão, falhas na coordenação escolar e situações que colocam em risco […]
Pais, educadores e membros da comunidade escolar denunciam graves problemas administrativos, pedagógicos e de inclusão em uma escola localizada em Maracanaú, o anexo da EMEIEF Deputado José Martins Rodrigues (antigo colégio Neide e Tinoco) Localizado na avenina 9. As denúncias indicam despreparo da atual gestão, falhas na coordenação escolar e situações que colocam em risco o direito à educação e à dignidade dos alunos.
Atualmente, a unidade atende mais de 50 alunos da educação especial, mas conta com apenas três cuidadoras, número considerado insuficiente e incompatível com a complexidade e a demanda dos estudantes atendidos. A situação tem gerado sobrecarga das profissionais, dificuldade de acompanhamento individualizado e exposição de crianças vulneráveis a riscos físicos e emocionais.
Segundo relatos, a escola enfrenta uma gestão nova e considerada inexperiente, que “vem deixando a desejar” no que diz respeito à coordenação, organização e liderança da unidade. A Cordenadora, que esteve à frente do SEJAM por 13 anos, é apontada como alguém que não teria capacidade técnica nem autonomia administrativa para dirigir a escola.
A falta de orientação clara, supervisão efetiva e planejamento tem refletido diretamente na rotina escolar, afetando tanto alunos quanto profissionais.
Uma das denúncias mais graves envolve negligência alimentar. De acordo com relatos, alunos do 5º ano teriam permanecido o dia inteiro sem receber merenda escolar, situação atribuída à falta de organização e supervisão da gestão.
O episódio causou revolta entre pais e responsáveis, que consideram o fato inadmissível, sobretudo em uma escola pública, onde muitas crianças dependem da alimentação escolar como parte essencial de sua rotina.
Outro ponto crítico é a gestão do tempo escolar. Atualmente, a escola adota 1h30 minutos de recreio, não como estratégia pedagógica, mas, segundo denúncias, para ocupar as crianças diante da falta de atividades escolares planejadas.
“Estou muito preocupada com o recreio… entre merenda e recreio estamos a perder mais de uma hora de tempo pedagógico. A escola é pequena e isso atrapalha”, relata a gestão.
Esse excesso de tempo ocioso tem causado:
Transtornos na entrada e saída dos alunos
Aglomeração de crianças de diferentes idades no mesmo espaço
Dificuldade de supervisão
Risco à segurança, inclusive com registro de acidentes
Além disso, a junção de todos os alunos durante o recreio, sem divisão adequada por faixa etária ou necessidade especial, agrava os riscos, especialmente para alunos da educação especial.
O caso de um aluno, da educação especial, que apresentou crises de gritos, evidenciando a necessidade de atenção especializada, preparo da equipe e protocolos claros para situações de crise. Educadores afirmam que não há protocolos claros, formação adequada nem suporte suficiente para garantir inclusão real e segura, além disso, há registro de acidente durante o recreio, quando uma criança se machucou brincando no recreio juntos com crianças maiores.
O conjunto de denúncias revela um cenário de desorganização, negligência e fragilidade administrativa, levantando questionamentos sobre a capacidade da atual gestão em garantir:
Segurança
Alimentação adequada
Inclusão
Qualidade pedagógica
Respeito aos direitos das crianças
Pais e educadores defendem que o caso seja urgentemente apurado pela Secretaria de Educação e pelos órgãos de controle, para verificar possíveis omissões, falhas administrativas e violação de direitos fundamentais.
A reportagem permanece aberta para manifestação da gestão escolar e das autoridades responsáveis.
