“Café da Oposição” expõe oportunismo político em Maracanaú
O chamado “Primeiro Café da Oposição” realizado em Maracanaú, na tarde deste sábado (31), mais parece um encontro tardio de políticos oportunistas do que um verdadeiro movimento de mudança para a cidade. Com a presença dos deputados Lucinildo Frota e Dra. Silvana, além de lideranças partidárias, o evento reuniu figuras que, durante anos, nada fizeram […]
O chamado “Primeiro Café da Oposição” realizado em Maracanaú, na tarde deste sábado (31), mais parece um encontro tardio de políticos oportunistas do que um verdadeiro movimento de mudança para a cidade. Com a presença dos deputados Lucinildo Frota e Dra. Silvana, além de lideranças partidárias, o evento reuniu figuras que, durante anos, nada fizeram de concreto por Maracanaú e agora surgem repentinamente como suposta “oposição”.
Os partidos PL, Novo e PSDB, que hoje tentam se apresentar como alternativa política, em grande parte já foram base ou aliados diretos de grupos que comandam ou comandaram a política local. A tentativa de se reposicionar como oposição soa contraditória e pouco convincente para uma população que conhece bem o histórico de omissão e silêncio desses mesmos atores diante dos problemas da cidade.
Discursos sobre “fortalecimento da oposição”, “união das forças políticas” e “escuta da sociedade” foram repetidos, mas sem qualquer autocrítica ou reconhecimento da responsabilidade que esses grupos tiveram — ou deixaram de ter — ao longo dos anos. Fala-se em mudança, mas sem explicar por que nada mudou quando muitos dos presentes tiveram espaço, mandato ou influência política.
Até mesmo a retórica sobre juventude e nova política contrasta com práticas antigas, marcadas mais por conveniência eleitoral do que por compromisso real com Maracanaú. O evento, longe de representar uma renovação política, reforça a impressão de que se trata apenas de um rearranjo estratégico de velhos nomes tentando capitalizar o descontentamento popular.
No fim, o “Café da Oposição” deixou menos o sabor de esperança e mais o gosto amargo do oportunismo: políticos que nunca estiveram ao lado da população quando mais precisou, mas que agora aparecem, de forma repentina, tentando se vender como solução.
